A intenção do Setembro Amarelo é chamar atenção de todos nós para a necessidade de falar mais sobre suicídio e não só sobre como ele tem afetado a vida de muitos, mas também o que podemos fazer para reduzir essa estatística.


O que você pode fazer quando identificar sinais de risco? 

Em primeiro lugar, ser um bom ouvinte é essencial – simplesmente ouça, com toda a atenção, não apenas os fatos, mas a sua dor, medos e ansiedades. Não julgue, nem dê conselhos ou opiniões. 

Reconheça o seu sofrimento, valorize o que é dito e demonstre que está disponível para a ajudar. É fundamental que essa pessoa saiba e sinta o quão importante ela é para si, que a sua vida tem valor para alguém e que a sua dor emocional é compreensível e aceitável face às suas vivências presentes.


- Demonstre empatia – procure compreender as coisas não do seu ponto de vista, mas segundo o ponto de vista do outro. Não faça comparações. 

- Se essa pessoa que o preocupa não falar abertamente do que sente ou pensa, é importante que tome a iniciativa em conversar com ela. Diga claramente que se apercebeu que o seu comportamento mudou (especifique que mudanças específicas observou) e que está preocupado/a com o que possa ter causado essas mudanças. 

- Não mude de assunto, nem faça comentários do tipo “anima-te”, “vai correr tudo bem”. 

- Não hesite em questionar aberta e diretamente se essa equaciona a idéia de suicídio como uma opção válida. 

- Pode dizer algo como: “Imagino que estejas a sofrer muito, que seja avassaladora a dor que sentes em função de toda esta situação. Estás a considerar o suicídio como opção?”, “Parece ser demasiados problemas para aguentares sozinha. Pensaste no suicídio como fuga?”, “Alguma vez pensaste em deixar tudo?” Essas questões transmitem a mensagem de que existe alguém que compreende a sua dor psicológica e de que a pessoa não estão sozinha. Naturalmente, a abordagem a este tema sensível varia em função da situação e relação de confiança estabelecida. 

- É importante que a pessoa que pensa em suicídio saiba que a sua morte causaria sofrimento nas pessoas que a rodeiam, e haveriam pessoas que sentiriam a sua falta. Por isso, nunca é demais ter 
um gesto de carinho para com ela. Por vezes, a tentativa de suicídio pode ser um pedido de ajuda que se pode evitar se a pessoa compreender, antes de tentar terminar a sua vida, que existe alguém que gosta de si, se importa consigo. 

- Nunca deixe a pessoa sozinha se sentir que existe perigo de ela cometer suicídio, nomeadamente se lhe parecer que a mesma tem um plano concreto de suicídio e já tomou decisões para o pôr em prática. Incentive-a a pedir ajuda especializada (a um hospital, médico, psicólogo, ou psiquiatra) e retire da sua proximidade todos os objetos com que a pessoa se possa magoar. Se for necessário, chame uma ambulância, ou outro tipo de ajuda que possa ser pertinente, rapidamente.







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