Essa semana eu fiz 31 anos. É engraçado isso de idade porque quando, anos atrás, me imaginava com essa idade tinha uma ideia completamente diferente do que realmente está sendo. Tá sendo muito melhor, aliás.


Eu jurava que 30 anos era tipo “a porta do envelhecimento” e morria de medo de passar por esse marco porque achava que não poderia fazer as coisas que sempre gostei por não ser “adequado” pra idade, mas hoje vejo o quanto isso é besteira, porque continuo sendo tão “menina” como sempre fui e continuo fazendo as coisas que gosto, do jeito que gosto sem sequer lembrar que o tempo passou. Quem lembra disso, sempre, são os outros. Eu já me imaginava casada e com uns três filhos, mas a ordem não foi bem essa. 

A pele muda, o cabelo, o corpo, a forma de se vestir. Pensamentos, ideias, sonhos e gostos também são diferente dos que eu tinha há alguns anos atrás. 

Aprendi a não me preocupar tanto. O tempo passa muito rápido, o problema que hoje pode parecer grande, amanhã pode não fazer mais sentido. 

Aprendi a ser grata pelo que eu tenho. O foco precisa estar nas coisas boas que você tem, não nas que você gostaria de ter. Não espere perder pra aprender isso. 

Aprendi que qualidade é mais importante que quantidade. Aprendi que se respeitar é mais importante do que impressionar. Aprendi a gostar mais de quem eu sou, do que da pessoa que os outros querem que eu seja. Por isso deixei de me importar com o que os outros falam ou pensam. O ser humano é assim: tem sempre algo para falar, principalmente quando esse algo não existe. 

Aprendi a buscar o equilíbrio e ser honesta com os meus anseios, e a não deixar que o que os outros fazem, desejam ou conquistam tenham impacto na minha vida. Aprendi a ficar focada em coisas que façam feliz e me tragam satisfação, e não apenas em coisas que possam me trazer dinheiro. Afinal, do que adianta tanta riqueza se isso não me fará feliz? 

Aprendi a valorizar mais o meu tempo, mesmo sendo ele tão pouco. Aprendi a não dedicar a minha amizade a pessoas que não merecem mas a procurar sempre dar um "OI" para aquele amiga que, de alguma maneira, sempre lembra de mim. Aprendi a reconhecer para mim mesma quando sinto ciúmes ou inveja, e aprendi a pensar sobre isso até o ponto de entender de onde vem este sentimento para poder me reconciliar comigo e com as minhas fraquezas. 

Aprendi que a grama do vizinho nem sempre é tão verde quanto parece, e se realmente é, não é por pura sorte, mas porque ele se dedicou muito ao jardim! 

Aprendi que mais importante do que ter um corpo bonito a qualquer custa, é ter saúde. Aprendi que as partes mais importantes do meu corpo são o coração e o cérebro e não os glúteos. 

Aprendi que reclamar não adianta se eu não descruzar os braços e arregaçar as mangas. Aprendi que a minha vida está só começando, e que eu não preciso ser tão ansiosa. E aprendi que a felicidade é muito subjetiva, e que algumas pessoas preferem comprar, outras preferem conquistar, e que para alguns a felicidade é grande e cara, e para outros ela pode ser pequenina e passar voando, como uma borboleta εïз 







3 Comentários

  1. "Aprendi a reconhecer para mim mesma quando sinto ciúmes ou inveja"...Me vi nessa frase! Sou um pouco mais nova mas é super importante reconhecer isso, quanto mais cedo melhor. Parabéns May, te desejo muito mais de Deus. Felicidades!!!

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    1. Obrigada, Lali!!!!!!
      Desejo o mesmo pra você =*

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  2. Adorei o seu texto! É sempre bom reparar em nós mesmos as mudanças que ocorrem durante os anos.
    Eu sei que estou comentando hoje dia 23/9, 8 dias depois do dia dessa postagem, mas nunca é tarde pra desejar toda a felicidade e sabedoria do mundo na sua vida e em todas as suas decisões.
    Beijos!

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